Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
O governo federal publicou na noite desta sexta-feira (29) o decreto que detalha o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento deste ano.
Somando ao bloqueio anteriormente realizado, a limitação em 2026 totaliza R$ 23,7 bilhões.
O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023.
Os ministérios mais afetados pela medida são os da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram maior parte dos cortes.
Um bloqueio no orçamento é como um “freio de emergência” temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido.
Veja os ministérios que mais sofreram com o bloqueio:
- Defesa (R$ 4,363 bilhões);
- Cidades (R$ 3,320 bilhões);
- Educação (R$ 1,605 bi);
- Transportes (R$ 1,500 bi);
- Fazenda (R$ 1,396 bi); e
- Saúde (R$ 1,002 bi).
Além dos ministérios, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares em R$ 4,9 bilhões.
As despesas discricionárias do Poder Executivo, aquelas destinadas ao custeio da máquina pública e a investimentos, sofreram uma contenção de R$ 18,7 bilhões.
Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram de fora da medida e não tiveram recursos bloqueados em seus orçamentos.
g1
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